Beneficíos Além do que imaginamos ou sabemos sobre a água alcalina!!!
Artigo de Revisão Água Alcalina
Doenças silenciosas são uma das principais causas de
mortalidade globalmente, matando mais pessoas a cada ano do que todas as outras
doenças combinadas. Hipertensão é um dos principais fatores de
risco para doença cardiovascular, especialmente doença coronariana,AVC,
insuficiência cardíaca e insuficiência renal. Embora as doenças
silenciosas afetem desproporcionalmente adultos, a mesma e os seus fatores de
risco estão ficando muito mais prevalentes na população pediátrica. As doenças
silenciosas relacionadas à dieta podem demorar anos ou décadas para se
manifestar e retardar o aparecimento destas doenças podem melhorar vidas e
resultar em economia financeira importante. Muito do impacto
social e humano causado a cada ano por morbidade e mortalidade relacionadas a
doenças silenciosas poderiam ser evitados com intervenções bem conhecidas, com
bom custo benefício e plausíveis.
Uma das intervenções propostas é estimular uma alimentação
mais saudável, com frutas e vegetais, constituintes de uma dieta alcalina e,
particularmente a ingesta de água alcalina reduzida, rica em magnésio e pobre
em sódio. Existe uma expectativa que a água alcalina reduzida magnesiana
previna e tenha efeitos positivos em doenças relacionadas a estresse oxidativo,
como diabetes, aterosclerose, doenças neurodegenerativas.
O objetivo desta revisão é dar a base teórica científica do
uso da água alcalina reduzida, magnesiana e pobre em sódio.
Importância do consumo de água
Em 2013 o American Journal of clinical Nutrition publicou um
estudo de revisão sistemática conduzido na Alemanha que revisou 4963 artigos
que evidenciou um efeito emagrecedor da água. Além disso, a promoção do
consumo de água em crianças com idade escolar previne o sobrepeso.
Diversos estudos demonstraram que o consumo de líquidos contendo açúcar, tais
como refrigerantes, energéticos e sucos engordam e estão relacionados a
sobrepeso e obesidade. Portanto, o consumo de água no lugar destes líquidos
contendo açúcar diminui a ingesta calórica total, o que leva ao emagrecimento.
Além disso, pessoas que bebem água se sentem mais saciadas, o que diminui a
sensação de fome e ocorre o aumento do metabolismo basal das pessoas que a
consomem devido a um efeito termogênico da água.
Importância do pH Alcalino na
dieta e na água. Mudança Histórica no Hábito Alimentar
Quando se trata de pH e carga ácida na dieta humana, houve
uma mudança considerável da época em que a civilização humana caçava até o
presente. Com a revolução na agricultura (nos últimos 10.000 anos)
e ainda mais recentemente, com a industrialização (últimos 200 anos), houve uma
diminuição no potássio (K) e magnésio (Mg), em comparação com o sódio (Na) e um
aumento do cloreto em comparação ao bicarbonato encontrado na dieta. A razão de potássio para sódio(K/Na)inverteu. O que previamente era de 10
para 1, com a dieta moderna mudou para
uma proporção de 1 para 311 . A nossa dieta moderna é pobre em
magnésio e potássio, bem como fibras e rica em gordura saturada, açúcares simples,
sódio e cloreto em comparação com o período pré – agrícola. Isso
resulta em uma dieta que possa induzir acidose metabólica, que é geneticamente
incompatível com as nossas exigências nutricionais. Com o envelhecimento, há uma perda gradual da
função de regulação ácido-base renal e um consequente aumento da acidose
metabólica induzida pela dieta moderna. Uma dieta pobre em
carboidrato e rica em proteína com o seu aumento da carga ácida resultam em uma mudança
muito pequena na química do sangue, e do pH, até em função dos mecanismos de
buffer compensatórios. Por sua vez o cálcio urinário, ácido úrico não
dissociado e fosfato aumentam nesta dieta. Isto resulta em um aumento do risco
de cálculos renais.
Os alimentos podem ser
classificados pelos potenciais de sua carga ácida renal
(Prals).Frutas, legumes e bebidas alcalinas (água alcalina) apresentam uma
carga ácida negativa. Entretanto, cereais, carnes, produtos lácteos, peixes e
refrigerantes apresentam alta carga de ácidos.
Evidência Científica
da Água Alcalina em ensaios clínicos em humanos
De acordo com um estudo de Saúde e Nutrição de 2007, existem 22,1
milhões de pessoas diabéticas no Japão, cerca de 1/6 de toda a população.
Diabetes é preferencialmente classificada em 2 tipos: Diabetes tipo 1 (insulina
dependente) e Diabetes tipo 2 (não insulino dependente causado por dano
oxidativo nas célula beta pancreáticas devido ao ataque de células
imunológicas). Diabetes tipo 2 é associado ao dano oxidativo da células
musculares e adipócitas devido a estresse, hiperfagia e falta de exercício.
Um estudo clínico em humanos demonstrou que 45% de 411 pacientes com
diabetes tipo 2 (idade média de 71,5 anos) que tomaram 2 litros de água
reduzida diariamente por 6 dias apresentaram diminuição significativa da
glicemia e hemoglobina glicosilada. Esta diminuição se manteve no longo
prazo. Além disso, o colesterol total, LDL e creatinina diminuíram
significativamente, enquanto que HDL aumentou significativamente.
No Central Hospital in JilinCangchun, na China, foi realizado um estudo
com 65 pacientes com diabetes e 50 pacientes com dislipidemia que tomaram 2
litros de água alcalina ionizada por 2 meses. Houve uma diminuição
significativa da glicemia em 89% dos pacientes com diabetes. Além disso, houve
diminuição significativa do triglicerídeo e colesterol total em 92% dos
pacientes.
Foi realizado um estudo duplo
cego na Universidade de Hiroshima, entre Novembro de 2008 e Setembro de
2009, com 100 pessoas que tomaram 2 litros de água alcalina diariamente. Foi
encontrado melhora dos níveis de glicose, pressão arterial, colesterol
total, LDL e melhora significativa nos níveis de leptina e melhora da
constipação.
De janeiro de 1996 a janeiro de 1999 foi conduzido um estudo duplo cego
sobre o efeito da água alcalina ionizada em pacientes com sintomas de azia,
distensão abdominal, diarreia crônica e constipação. O número de pacientes
no grupo da água alcalina ionizada foi de 84 e 79 no grupo de água purificada.
Os pacientes tomavam por 2 semanas água com pH de 9,5 ou água purificada.
Demonstrou-se que no grupo da água alcalina houve uma melhora
significativamente maior nos sintomas do que na água purificada. No grupo de
diarreia crônica a melhora no grupo da água alcalina foi de 94,1% enquanto na
água purificada foi de 64,7%.
Estudos clínicos sugerem que a água alcalina reduzida melhora o estresse
oxidativo relacionado a doenças. Shirahata e Cols demonstraram que a água
reduzida diminui os radicais livres e inibem o dano in vitro da lesão do
Radical Livre no DNA.
A Acidose no Corpo
Humano e sua relação com cálcio, magnésio, potássio e sódio
O cálcio nos nossos ossos na forma de fosfatos e carbonatos
e o magnésio representam um grande reservatório alcalino em nosso corpo. Em resposta
a uma carga ácida, como a dieta moderna estes sais são liberados na circulação
sistêmica para elevar o pH para o sangue atingir sua homeostase.Tem
sido estimado que a quantidade de cálcio perdida na urina com o consumo da
dieta moderna ao longo do tempo poderia ser tão elevado como quase 480 gramas
em 20 anos, ou quase a metade da massa de cálcio do esqueleto 23.
Outro elemento da dieta moderna é o excesso de sódio na
dieta. Existem evidências de que em seres humanos saudáveis, o aumento de sódio
na dieta pode prever o grau de acidose metabólica hiperclorêmica.
Assim, há evidências de que existem efeitos adversos de cloreto de sódio no
envelhecimento da população. Além disso, o excesso de sódio na
dieta está relacionado com hipertensão e osteoporose.O excesso
de proteína na dieta com carga renal ácida elevada pode diminuir a densidade
óssea se não tamponado pela ingestão de suplementos, água ou alimentos que são
alcalinos. No entanto, a ingesta adequada de proteína é necessária
para a prevenção da osteoporose esarcopenia. Portanto, aumentar a ingesta de
água alcalina e a quantidade de frutas e legumes são mais importantes do que
reduzir a proteína.
À medida que envelhecemos, há uma perda de massa muscular, o
que pode predispor às quedas e fraturas. Um estudo de três anos com uma dieta
rica em potássio, tais como frutas e vegetais, bem como uma carga ácida reduzida,
resultou na preservação da massa muscular em homens e mulheres mais velho.
Condições como insuficiência renal crônica que resulta em acidose metabólica
crônica, leva a degradação acelerada no músculo esquelético.
A correção da acidose pode preservar a massa muscular em
condições onde a perda de massa muscular é comum, como cetose diabética, trauma ,
sepse, doença pulmonar obstrutiva crônica, e insuficiência renal.Em situações que resultam em acidose aguda, suplementando pacientes mais jovens
com bicarbonato de sódio antes do exercício exaustivo resultou em
significativamente menos acidose no sangue do que aqueles que não foram
suplementados com bicarbonato de sódio.
Há muito tempo se sabe que as formas graves de acidose metabólica em
crianças, tal como a acidose tubular renal, está associada com baixos níveis de
hormônio de crescimento com resultante baixa estatura. A correção da acidose com
bicarbonato ou citrato de potássio aumenta o hormônio
do crescimento significativamente o que melhorou o crescimento. O uso suficiente
de bicarbonato de potássio na dieta para neutralizar diariamente a carga ácida
em mulheres na pós-menopausa resultou em um significativo aumento no hormônio
do crescimento e osteo calcina. Melhorar os níveis de hormônio do
crescimento pode melhorar a qualidade devida, reduzir os fatores de risco cardiovascular,
melhorar a composição corporal e até mesmo melhorar a memória e cognição.
Além disso,resulta em uma redução da perda de cálcio urinário equivalente a 5 %
do teor de cálcio do osso ao longo de um período de três anos.
Há algumas evidências de que a dor lombar crônica melhora com
a suplementação de minerais alcalinos. Com a suplementação houve
um ligeiro, mas significativo aumento no pH do sangue e magnésio intracelular.
Assegurar que há magnésio intracelular suficiente permite a adequada função de
sistemas enzimáticos e também permite a ativação de vitamina D.
Este por sua vez está relacionado com uma melhora dador lombar.
A importância do magnésio na Água
A reposição de magnésio na água é justificada, pois a sua
biodisponibilidade diluído na água ao longo do dia é muito maior, quando
comparado a doses maiores e menos frequentes.
Tanto a absorção como a retenção de magnésio no nosso organismo foi
cerca de 50% maior quando a administração foi diluída ao longo do dia.
O magnésio é mais abundante em rochas que no solo. O solo
brasileiro é sabidamente pobre em rochas que contenham magnésio, mais comum em
terras vulcânicas. Isto se reflete no lençol freático, o que reflete na
ingestão de magnésio.
O magnésio é fundamental na
estabilização da formação dos nucleotídeos para a estrutura helicoidal
tridimensional do DNA, condição básica para a duplicação ou replicação da célula. Para
transcrever o DNA através do RNA mensageiro e converter esta informação em uma
sequência de aminoácidos (formação da proteína) também é fundamental a presença
do magnésio.
Nos organismos complexos o magnésio se destaca pela potencialidade de
ativar reações químicas em praticamente todos os metabolismos, tais como as de
hidrólise, de gorduras, de proteínas, ácidos nucléicos, síntese de coenzimas,
contração muscular e transferência de radicais metila. Estas reações perdem a
eficiência caso o magnésio não esteja suprido no sistema vivo.
Além das enzimas acima citadas, vale lembrar a fosfatase alcalina,
necessária a construção do esqueleto e as peptidases com função fracionadora de
proteínas. O magnésio ativa cerca de 350 enzimas no organismo. O magnésio tem uma
relação muito estreita com os outros minerais nutrientes, existentes em forma
iônica no organismo (eletrólitos), tais como o sódio, potássio, cálcio, cujas
bombas iônicas são magnésio dependentes. Portanto uma baixa de potássio
(hipocalemia) pode ser secundária a baixa de magnésio (hipomagnesemia). O
magnésio também exerce função como mensageiro, ou seja, transmite instruções
dos hormônios para as membranas celulares para processar efeitos fisiológicos
no interior da célula.
É consensual admitir que a entrada dos minerais pela água na cadeia
alimentar seja a hipótese mais convincente para explicar a correlação com a
mortalidade cardiovascular dos habitantes de áreas cujos solos têm composição
geoquímica rica ou deficiente em magnésio.
É surpreendente a longevidade dos Hunzas, povo do Paquistão Ocidental,
que exibe excelente estado de saúde, além do aumento da expectativa de vida em
virtude do hábito de ingerir uma suspensão aquosa de minerais extraída de
certas rochas. Esta bebida proporciona aos Hunzas reserva extra de minerais,
com predominância de magnésio na sua provisão alimentar.
Estudos da correlação de certas doenças com os tipos de solos em que
vivem as diversas populações do mundo têm apontado que os solos não lixiviados
e não esgotados pela ação das chuvas que absorvem minerais, principalmente o
magnésio provindo da decomposição das rochas ígneas ou metamórficas,
corresponde às áreas de menor incidência de doenças cardio e cerebrovasculares.
É evidente que o aspecto importante do estudo é a ênfase da entrada de minerais
na cadeia alimentar humana, por meio da água, que eventualmente, pode corrigir
carências do magnésio nas regiões de alta morbimortalidade cardiovascular.
Kobayashi foi o primeiro investigador a sugerir uma correlação entre o
efeito protetor do magnésio em AVCs. Estudos na Finlândia evidenciaram que
regiões de solo pobre em magnésio continham alta incidência de mortalidade
cardiovascular, inclusive arritmias e morte súbita. Entretanto quando os
finlandeses emigravam para outros países, acabavam alcançando uma expectativa
de vida acima da média. Houve então uma recomendação da Saúde Pública
Finlandesa de acrescentar potássio e magnésio no sal, o que teve um resultado
surpreendente, revertendo consideravelmente o alto índice de doença
cardiovascular no país.
Os estudos epidemiológicos da correlação do solo pobre e água doce
escassa em magnésio abriram o cenário para a conscientização preventiva do
problema, que não depende só da alimentação, mas envolve o meio ambiente e a
composição geoquímica da água própria da região em que se vive.
Levando em conta estes estudos epidemiológicos, o Conselho Nacional de
Pesquisas dos EUA (National Research Council) recomenda a ingestão diária de 25
a 42 mEq, ou 300 a 500mg/dia de magnésio.
No tocante da medicina preventiva, Schroeder foi um dos principais
autores a atribuir a carência de magnésio o risco de doenças crônicas graves,
sobretudo a aterosclerose.
O processo de refinamento de
alimentos elimina 80% do magnésio da farinha de trigo, 83% do arroz branco,
99% no açúcar refinado extraído do melado e 97% do amido refinado do milho51.
Repetidos levantamentos das taxas de magnésio
da dieta ocidental apontam um déficit que tem sido correlacionado com a doença
cardiovascular endêmica, também associada ao baixo teor de magnésio na água
potável. No Brasil as
doenças cardiovasculares e cerebrovasculares são endêmicas. Há
correspondência desta alarmante estatística com a deficiência de magnésio em
90% do solo brasileiro, segundo estudos geoquímicos nacionais. Estudos de
Velloso revelaram um nível muito baixo de magnésio na urina na grande maioria
da população estudada nas cidades de Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo.
Hábito alimentar
com excesso de cálcio contribui para o déficit de magnésio. O excesso de gorduras e
produtos açucarados são fatores que reduzem a absorção de magnésio. O frequente
uso de bebidas alcoólicas também aumenta a perda urinária de magnésio. O
índice cálcio magnésio alimentar brasileiro pode variar de 5 a 9. Ao contrário,
no Japão, cujo solo vulcânico é rico em magnésio, o índice Cálcio/magnésio é de
1,2, a prevalência de doença cardiovascular é muito menor, a ponto dos infartos
serem algo incomum no país. É evidente a correlação entre a incidência
de mortalidade por doenças cardiovasculares e a relação cálcio/magnésio na
dieta de cada país. Vale ressaltar que a Finlândia, que apresentava a maior
incidência de óbitos em 1977, reduziu consideravelmente esse índice com a
mudança dos hábitos alimentares: adoção do sal composto com o magnésio.
Estes fatos apontam para a realidade de que o organismo humano, assim
como uma planta, depende do meio ambiente em que vive, envolvendo o ar, o solo,
a água e os componentes da cadeia alimentar.
A concentração de magnésio pode influenciar o fluxo sanguíneo, a pressão
arterial e a reatividade vascular. O aumento de magnésio produz vasodilatação
e, consequentemente, diminuição da pressão arterial e a falta de magnésio
produz hipertensão e aumento da resistência vascular.
Metabolismo do magnésio no
Homem
Cerca de 60% do magnésio está nos ossos e 29% do magnésio está nos
músculos. Apenas em torno de 1% está no tecido extracelular. Em face do
magnésio sérico não representar 1% do magnésio total do organismo, a
normalidade do magnésio no exame do soro pode coexistir com acentuado déficit
de magnésio no organismo e não é o exame ideal para a avaliação clínica.
Cerca de 30% do magnésio do sangue está ligado a proteína e o restante
constitui uma forma ionizada, que aparentemente exerce a função biológica.
Como a concentração maior de magnésio é intracelular, uma das formas de
análise é o teor nas hemácias, que varia de 4,4 a 6 mEq/L.
A dieta ocidental é pobre em magnésio. Nos Estados Unidos o consumo de
magnésio é de 240mg a 480mg/dia, sendo que no Brasil a ingestão é mais
deficiente segundo Velloso.
A alta ingestão de alimentos
refinados, a alta ingestão de gorduras e o excesso de sal e açúcar na
alimentação, além de bebidas alcoólicas e principalmente refrigerantes do tipo
cola, reduzem a absorção de magnésio.
O problema do solo brasileiro, pobre em magnésio, dificilmente poderá
ser corrigido de forma adequada, de modo que os alimentos, tanto de origem
vegetal, como animal, apresentam uma deficiência básica de magnésio. O ideal seria
que a água mineral contivesse pelo menos 25mg/litro de magnésio, sendo que
alguns autores defendem a concentração de 100mg/Litro de magnésio em regiões
muito deficientes, como o Brasil. Nenhuma fonte de água mineral no Brasil
apresenta sequer a concentração mínima de magnésio recomendada de 25mg/litro em
função da composição geológica do solo brasileiro.
O homem paleolítico consumia cerca de 800 a 1500mg/dia de magnésio. A
alta ingestão de magnésio correspondia à quantidade equivalente de cálcio cuja
relação era de 1 cálcio para 1 magnésio.
O homem contemporâneo absorve de 5 a 15 vezes mais cálcio que magnésio,
o que resulta em sérios problemas de saúde. Outro agravante é a relação sódio
potássio. Enquanto o homem paleolítico ingeria 5 vezes mais potássio que sódio,
o homem contemporâneo ingere 5x mais sódio que potássio. É sabido que o
homem paleolítico não sofria de muitas doenças degenerativas, que são o
flagelo do homem contemporâneo. Segundo publicação da Organização Mundial de
Saúde de 200957, baixos
níveis de magnésio estão associados à disfunção endotelial, aumento da resistência
vascular, aumento da Proteína C Reativa e diminuição da sensibilidade à
insulina. A deficiência crônica de magnésio está associada à hipertensão,
doença coronariana, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica.
Revisando a Fisiologia dos Minerais no Guyton & Hall (2011), apesar
de semelhantes nas suas propriedades químicas, o Mg2+ e o
Ca2+ tem funções biológicas opostas, que se
completam.
O cálcio se situa no exterior celular, ao passo que o magnésio está
predominantemente localizado no interior. O cálcio excita os nervos, enquanto o
magnésio acalma a tensão nervosa. O cálcio junto com o potássio promove a
contração muscular, enquanto o magnésio relaxa e descontrai a musculatura.
O cálcio é fundamental para o processo de coagulação sanguínea, enquanto
o magnésio previne a coagulação intravascular, que pode representar um alto
risco para o organismo.
O Cálcio é mais abundante no tecido ósseo, ao qual confere a dureza característica,
ao passo que o magnésio se localiza nos tecidos moles. Entretanto, a matriz
óssea encontrada no interior dos ossos contém proteína e magnésio, que
proporciona aos ossos flexibilidade e resistência às fraturas.
A concentração do íon magnésio no interior celular é 10.000 vezes maior
que a do íon cálcio em condições normais. Quando há queda de magnésio no
interior da célula, os íons de cálcio penetram no interior celular provocando
sérios distúrbios.
Um sério abalo no meio intracelular pode ocorrer quando o teor de cálcio
aumenta e desencadeia uma reação, que põe a célula em estado de excessiva
excitação.
A recomendação de cálcio para mulheres acima de 40 anos falha em um
ponto crucial. Altos níveis de cálcio podem tornar os ossos mais frágeis e a ingestão
de cálcio sem magnésio pode levar à deficiência adicional de magnésio.
Para gerar contração muscular, o cálcio que se localiza fora da célula
(espaço extracelular), precisa entrar na célula através dos canais de cálcio.
Após o cálcio precisa ser imediatamente removido, sob a pena de sérias
alterações, tanto da função como da integridade celular. A remoção do cálcio é
magnésio dependente. O excesso de cálcio no interior das células da
musculatura lisa da coronária pode gerar dor torácica, na artéria temporal
superficial gera enxaqueca, no canal do colédoco, cólica biliar, no ureter,
cólica renal e na musculatura lisa dos brônquios, asma. Para isto a indústria
produziu vários antagonistas do canal de cálcio. Esqueceram que o magnésio é o
antagonista natural do cálcio.
A deficiência de magnésio também pode causar distúrbios do ritmo
cardíaco, alguns tipos de arritmias.
Schechter em 1999 comprovou que a suplementação com magnésio inibiu
trombose plaqueta dependente. Em longo prazo, com excesso de cálcio
as artérias enrijecem e desenvolvem a formação de placas em virtude do aumento
de LDL. Isto acelera o dano do endotélio e pode formar trombo ou coágulo o que
leva a infarto ou AVC.
Quando o magnésio está com bons níveis intracelulares.
- Tem ação antioxidante, protege as moléculas dos radicais livres;
- Ao nível enzimático há suficiente produção de ATP;
- No nível celular o balanço eletrolítico é mantido, com os ajustes dos
íons cálcio, sódio, potássio e magnésio dentro dos parâmetros normais, sem haver
calcinose (excesso de cálcio);
- No nível tissular: o sangue flui sem obstáculos e sem tendência à
formação de coágulos;
- No nível orgânico: o magnésio promove o bombeamento do sangue, de
forma contínua e regular, alternando a sístole e a diástole sem palpitações ou
arritmias.
Conclusão
O consumo de água deve ser estimulado pela comunidade médica. O abuso de
refrigerantes, líquidos adocicados, pobre em minerais e com pH extremamente
baixo tem levado a sérios problemas de saúde.
O corpo humano tem uma incrível capacidade de manter um
constante pH no sangue, com os principais mecanismos compensatórios sendo renal e
respiratório.
O uso indiscriminado dos mecanismos compensatórios, através
de uma constante dieta moderna ácida, leva a estimulação de osteoclastos e
consumo da reserva mineral alcalina dos nossos ossos.
Outro mecanismo para
a dieta alcalina beneficiar a saúde óssea pode ser pelo aumento do hormônio do
crescimento e consequente aumento da osteo calcina. Existe muita evidência de que a
quantidade significativa de sódio em nossa dieta é prejudicial. Até mesmo alguns
governos estão exigindo que a indústria alimentar reduza a carga de sódio na
nossa dieta e água.
As dietas ricas em proteínas também podem afetar a saúde dos
ossos, mas um pouco de proteína também é necessário para a boa saúde dos ossos. A
perda de massa muscular, no entanto, parece ser reduzida com uma dieta alcalina.
Dietas alcalinas resultam em um pH mais alcalino da urina e
poder e sultar em redução de cálcio na urina. Já há provas substanciais de que
isso melhora a saúde óssea e protege contra a osteoporose. Além disso, as
dietas alcalinas podem resultar em diversos benefícios para a saúde, como
indicado abaixo:
(1) Aumento frutas e vegetais e uma água alcalina pode
melhorar o consumo de potássio e magnésio e podem beneficiar a saúde óssea,
reduzir a perda de massa muscular, bem como mitigar outras doenças crônicas,
como hipertensão eAVC.
( 2) O aumento resultante em hormônio de crescimento, com
uma dieta alcalina pode diminuir eventos cardiovasculares, além de ajudar para a
memória e cognição.
( 3 ) Um aumento intracelular de magnésio, o qual é
necessário para o funcionamento de muitos sistemas de enzimas, é outra vantagem
da água alcalina magnesiana. O magnésio, que é necessário para ativar a vitamina D,resulta
em numerosos benefícios adicionais.
A partir das evidências descritas acima, seria prudente considerar
a realização de estudos mais aprofundados sobre água alcalina magnesiana para
reduzir a morbidade e mortalidade de doenças crônicas que estão afligindo o
envelhecimento da nossa população.
As
doenças silenciosas relacionadas à dieta podem demorar anos ou décadas para se
manifestar e retardar o aparecimento destas doenças podem melhorar vidas e
resultar em economia financeira importante.
Neste momento, ainda são limitados os estudos científicos com
água alcalina magnesiana reduzida e pobre em sódio, porém há grandes indícios
preliminares com estudos em humanos que esta pode ser uma solução simples e
barata e que pode ter um grande impacto ao nível de saúde pública.
Resumo:
Consumo de água está significativamente associada a:
- emagrecimento e prevenção de sobrepeso e obesidade em
crianças.
Consumo de água alcalina reduzida em diabéticos está
significativamente associada a:
- redução de glicose;
- redução de hemoglobina glicosilada;
- redução do colesterol total;
- redução de LDL;
- redução de triglicerídeos;
- aumento do HDL;
- melhora da pressão
arterial;
- melhora níveis de
leptina;
- melhora da constipação;.
- melhora da azia;
- melhora de diarreia
crônica.
Estudos demonstram que
a acidose em função da dieta moderna ou em função de doença está associada a:
- perda urinária de cálcio que pode chegar a 480 gramas em
20 anos ou quase a metade da massa de cálcio do esqueleto , e
levar a osteoporose ;
- acidose metabólica crônica, leva a degradação acelerada no
músculo esquelético;
Estudos demonstram que
uma dieta com carga ácida baixa está associada e correção da acidose estão
relacionados a:
- preservação da massa muscular em homens e mulheres mais
velhos;
- melhora dos níveis de GH e
osteo calcina;
- diminuição da perda urinária de cálcio;
Suplementação com Magnésio na água está associado a:
- melhora da dor
lombar;
- ativação da Vitamina
D ;
- fator de
proteção para AVCs;
- diminuição de morte por doença cardiovascular;
- carência de magnésio
está relacionada a aterosclerose;
- vasodilatação e
diminuição da pressão arterial ;
- inibe trombose plaqueta dependente;
- ação antioxidante;
Segunda a Organização Mundial da Saúde (OMS) a deficiência de
magnésio está associada a:
- disfunção endotelial;
- aumento de resistência vascular;
- aumento da Proteína C Reativa;
- diminuição da sensibilidade à insulina ;
- hipertensão;
- doença coronariana;
- diabetes tipo 2 ;
- síndrome metabólica;
- arritmia cardíaca ;